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Deputado Tião Medeiros cobra explicações sobre calote bilionário no Banco do Brasil

O deputado federal Tião Medeiros protocolou requerimento solicitando informações ao Ministério da Fazenda sobre um prejuízo de R$ 3,6 bilhões registrado pelo Banco do Brasil no quarto trimestre de 2025, decorrente da inadimplência de uma única empresa do setor atacadista.

De acordo com dados divulgados pela instituição, o calote impactou diretamente os indicadores financeiros do banco, elevando o índice de inadimplência acima de 90 dias para 5,17% no período. Sem esse caso específico, a taxa teria sido de 4,88%, demonstrando o peso expressivo da operação no balanço da estatal.

Pedido de esclarecimentos

No requerimento encaminhado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Tião Medeiros solicita informações detalhadas sobre:

A identificação da empresa responsável pelo débito;

Os critérios utilizados para a concessão do crédito;

As garantias apresentadas na operação;

As medidas adotadas para recuperar os valores;

A apuração de eventuais responsabilidades.

Para o parlamentar, é fundamental garantir transparência na gestão dos recursos públicos.

“Estamos falando de R$ 3,6 bilhões. É nosso dever fiscalizar, cobrar explicações e assegurar que casos como esse não se repitam”, afirmou Tião Medeiros.

Defesa da responsabilidade com o dinheiro público

O deputado destacou que o Banco do Brasil é uma instituição estratégica para o desenvolvimento do país, especialmente no financiamento do agronegócio, das pequenas empresas e das famílias brasileiras. Segundo ele, prejuízos dessa magnitude comprometem investimentos e afetam diretamente a sociedade.

“Cada real perdido por má gestão ou falhas na concessão de crédito faz falta em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura”, reforçou.

Fiscalização e transparência

Tião Medeiros ressaltou ainda que o papel do Congresso Nacional é acompanhar de perto a atuação das estatais, garantindo eficiência, responsabilidade e respeito ao dinheiro do contribuinte.

O parlamentar afirmou que seguirá acompanhando o caso e cobrando providências para que o prejuízo seja apurado, os responsáveis identificados e os valores, sempre que possível, recuperados.

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