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“O modelo de outorga e o degrau tarifário são pegadinhas que vão onerar o povo paranaense”, alerta Tião Medeiros em audiência pública sobre o pedágio

O deputado estadual Tião Medeiros (PTB) participou, nesta semana, de mais duas audiências públicas realizadas para debater o novo modelo de pedágio proposto pelo Governo Federal para as rodovias paranaenses.

Organizadas pela Frente Parlamentar sobre o Pedágio, da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), as reuniões aconteceram na quinta-feira (18) em Guarapuava e na sexta-feira (19) em Francisco Beltrão.

Os encontros, que avaliam os atuais contratos e a nova proposta, têm movimentado lideranças políticas, comunitárias e econômicas de diversas regiões paranaenses.

O projeto proposto pelo Ministério da Infraestrutura prevê a concessão de 3,3 mil km das rodovias, a implantação de 15 novas praças, um degrau tarifário estimado em 40% e um modelo híbrido, com uma taxa de outorga. A duração do contrato é de 30 anos.

“Antes da nova contratação, muito precisa ser discutido para não ficarmos 30 anos reféns de tarifas altas e sem obras em nossas estradas. O momento de mobilização é agora. Este é o momento de decidir o futuro”, disse Tião, presidente da comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicação da Alep que defende a adesão de um contrato por menor tarifa. Na prática, ganha a empresa que oferecer obras e cobrar o valor mais baixo nas praças de pedágio do Paraná.

Para o parlamentar o modelo de outorga e o degrau tarifário, propostas do Governo Federal, são pegadinhas que vão onerar o povo paranaense e o setor produtivo. “Queremos ser melhores nos próximos 30 anos”, afirmou.

Os atuais contratos de concessão dos 2.500 quilômetros do Anel de Integração se encerram em novembro e as novas licitações estão previstas para este ano.

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